Olimpíadas já começam a gerar oportunidades de empregos
Cinco anos antes, o maior evento esportivo mundial já cria
empregos no Rio e promete trabalho nas mais diferentes áreas. E não cria
apenas em setores como turismo, hotelaria, alimentação, ensino de
idiomas e construção civil — os mais óbvios quando o assunto é abertura
de vagas em função das Olimpíadas de 2016. Também já surgem ou vão
surgir oportunidades para profissionais que atuam em gerenciamento de
projetos, advocacia, meio ambiente, propaganda e marketing, transporte
público, segurança e tecnologia da informação (TI), inclusive em
desenvolvimento de games.
Levantamento que foi realizado pela
Fundação Instituto de Administração (FIA) — a pedido do Ministério do
Esporte — prevê que poderão ser criados 120 mil empregos por ano, até
2016, em todo o Brasil. Sendo que, para algumas funções, a contratação
já começou.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e
Paraolímpicos Rio 2016, por exemplo, conta com um time de cerca de 180
pessoas atuando no planejamento e organização do evento, e está
constantemente abrindo novas vagas. O objetivo é formar, daqui a cinco
anos, uma equipe de quatro mil empregados, entre pessoal temporário e
permanente, além de 70 mil voluntários. E, atenção, nesta fase inicial
de recrutamento estão sendo abertas posições dos níveis gerencial e
sênior.
— No momento, estamos montando a base da pirâmide e
contratando pessoas bem especializadas. Na virada para 2012, as áreas
estratégicas deverão começar a montar suas equipes com pessoal de
diferentes níveis — informa Marcela Lima, gerente regional da Adecco,
empresa de recursos humanos que tem uma parceria com o Comitê Olímpico
Internacional (COI) e realiza a seleção para a Rio 2016.
As
oportunidades que estão disponíveis no comitê atualmente se concentram
nas áreas jurídica, de tecnologia da informação, recursos humanos,
comercial, de marketing e gestão de projetos — algumas bastante
específicas, como analista de venda de patrocínios pleno e especialista
em serviços dos Jogos Olímpicos.
E, naturalmente, o leque de
demandas só tende a crescer e a se diversificar conforme as Olimpíadas
forem se aproximando. Quem trabalha com desenvolvimento de games, por
exemplo, já pode ir se preparando para ser bastante requisitado pelo
mercado. Seja para atuar na criação dos jogos de videogame oficiais do
evento de 2016, seja para desenvolver aplicativos para tablets e
celulares, as perspectivas são de que haja um forte aumento na procura
por serviços desse tipo.

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