segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pesquisa revela quais as expectativas dos empresários da construção civil para 2012

A Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada trimestralmente desde 1999, pelo SindusCon-Sp com a FGV, comemorou sua 50ª edição em agosto. A pesquisa, executada com 241 empresários, levantou questões como inflação e condução da política econômica.

O resultado revelou que o setor da construção civil continua confiante em relação aos desempenhos, presente e futuro, das construtoras. No entanto esse otimismo mostrou-se um pouco mais cauteloso em relação ao registrado em agosto de 2010, confirmando que a atividade do setor, embora aquecida, passa por um processo de ajuste em relação à forte aceleração ocorrida no ano passado.
Os entrevistados revelaram que a preocupação com a condução da política econômica, do mês de maio até agora, esfriou. O pessimismo em relação à evolução da inflação também diminuiu, assim como a expectativa de crescimento da economia.
 
A pesquisa foi realizada antes de o Banco Central se decidir pela redução dos juros. Mas certamente a mudança de atitude da autoridade monetária, confiando numa política fiscal mais severa por parte do governo federal, merece o apoio de todo setor produtivo. É inimaginável que o Brasil mantenha a maior taxa de juros real do planeta por tanto tempo sem pagar um preço alto em termos macroeconômicos.

Outros fatores também são analisados para a formação das expectativas com relação ao desempenho do setor e da economia em 2012. Um deles é o estímulo das políticas públicas à atividade da construção. Será necessário manter o setor com firmeza, para que ele tenha condições de exercer um papel anticíclico, caso paire nova ameaça de recessão sobre o país.

Isto implica em avançar a segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, corrigindo os preços fixos pelo governo para a aquisição de moradias destinadas a famílias com renda mensal de até R$1.600. Também significa proporcionar segurança jurídica às contratações de obras públicas efetuando-as sob a proteção da Lei de Licitações, mesmo que elas possam ser contratadas sob o Regime Diferenciado de Contratações.

Outro fator importante são os programas da União, dos Estados e Municípios para melhorar o ensino técnico e formar mão de obra qualificada destinada à construção. Os programas precisam ser reforçados e agilizados, sendo o mesmo esperado em relação à desburocratização na aprovação de projetos.
Não menos importantes, as ações que desonerem a construção para sustentar sua industrialização precisam prosperar, de forma a elevar a qualidade e a produtividade das obras. Desta forma, o setor poderá oferecer o melhor de si para assegurar o crescimento econômico e a geração de empregos.
 
Fonte: SindusCon-SP

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