Pesquisa revela quais as expectativas dos empresários da construção civil para 2012
A Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada
trimestralmente desde 1999, pelo SindusCon-Sp com a FGV, comemorou sua
50ª edição em agosto. A pesquisa, executada com 241 empresários,
levantou questões como inflação e condução da política econômica.
O resultado revelou que o setor da construção civil continua
confiante em relação aos desempenhos, presente e futuro, das
construtoras. No entanto esse otimismo mostrou-se um pouco mais
cauteloso em relação ao registrado em agosto de 2010, confirmando que a
atividade do setor, embora aquecida, passa por um processo de ajuste em
relação à forte aceleração ocorrida no ano passado.
Os entrevistados revelaram que a preocupação com a condução da
política econômica, do mês de maio até agora, esfriou. O pessimismo em
relação à evolução da inflação também diminuiu, assim como a expectativa
de crescimento da economia.
A pesquisa foi realizada antes de o Banco Central se decidir pela
redução dos juros. Mas certamente a mudança de atitude da autoridade
monetária, confiando numa política fiscal mais severa por parte do
governo federal, merece o apoio de todo setor produtivo. É inimaginável
que o Brasil mantenha a maior taxa de juros real do planeta por tanto
tempo sem pagar um preço alto em termos macroeconômicos.
Outros fatores também são analisados para a formação das expectativas
com relação ao desempenho do setor e da economia em 2012. Um deles é o
estímulo das políticas públicas à atividade da construção. Será
necessário manter o setor com firmeza, para que ele tenha condições de
exercer um papel anticíclico, caso paire nova ameaça de recessão sobre o
país.
Isto implica em avançar a segunda fase do Programa Minha Casa, Minha
Vida, corrigindo os preços fixos pelo governo para a aquisição de
moradias destinadas a famílias com renda mensal de até R$1.600. Também
significa proporcionar segurança jurídica às contratações de obras
públicas efetuando-as sob a proteção da Lei de Licitações, mesmo que
elas possam ser contratadas sob o Regime Diferenciado de Contratações.
Outro fator importante são os programas da União, dos Estados e
Municípios para melhorar o ensino técnico e formar mão de obra
qualificada destinada à construção. Os programas precisam ser reforçados
e agilizados, sendo o mesmo esperado em relação à desburocratização na
aprovação de projetos.
Não menos importantes, as ações que desonerem a construção para
sustentar sua industrialização precisam prosperar, de forma a elevar a
qualidade e a produtividade das obras. Desta forma, o setor poderá
oferecer o melhor de si para assegurar o crescimento econômico e a
geração de empregos.
Fonte: SindusCon-SP

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